segunda-feira, 6 de abril de 2009

[Faláfel] فلافل

Falafelzinho foi a surpresa boa da semana pra mim nessa nossa empreitada árabe.
Muito gratificante fazê-lo...
Dizem que o faláfel lá na terra dele não goza de muito boa reputação, sendo comida de rua, assim como o Kebab, mas é uma delícia.

Bom, sabemos que o grão-de-bico é aquele pé... vc tem que deixar o bicho dormindo na água de um dia pro outro, no dia seguinte escorrer várias vezes com água fria (pq fica uma água fétida), e depois deixar mais uma hora cozinhando.
Ok, depois disso.... Como não tenho processador de alimentos, peguei o liquidificador e fui jogando duas mãos por vez de grão-de-bico lá dentro, sempre com um poquinho de água, senão o negócio não bate.

Depois disso vem a melhor parte. Essas medidas que eu vou passar são pra um saco de grão-de-bico seco. Coloque a massaroca numa tigela e vá jogando: 2 cebolas bem picadinhas, 6 dentes de alho bem picadinhos, 6 colheres de canela, duas colheres de cominho, um maço de salsinha bem picadinha, suco de meio limão, sal q.b. e pimenta do reino q.b., e 5 colheres de farinha de trigo. Todas as colheres são de sopa.
Eu, além disso, e como tinha aqui em casa, adicionei duas colheres de sopa de um temperinho que chama "lemon and herbs", que é um daqueles temperinhos com salsa, cebola, alho (todos secos) e sei lá mais o quê, com gosto de limão. Eu e o Denis adoramos, então não poupei.

Aí é só amassar bem, se quiser, deixar descansar um tempinho pra pegar gosto, fazer bolinhas com as mãos ou com duas colheres, e depois fritar em óleo não tão quente, pra poder cozinhar por dentro (ou seja, bem antes da temperatura em que vc frita batata).

[Patê de chancliche] شنكليش ou شنغليش‎

Pra acompanhar os pãezinhos que não deram muito certo, um patê de chancliche que tb. não deu muito certo. Porém como a história é engraçada, ai vai ela.
Pra que não sabe o chancliche é um queijinho bem popular por aqui, originário da Síria e do Líbano, e pode ser feito de leite de vaca ou de ovelha. Além disso, é comercializado tanto fresco como maturado (versão mais conhecida aqui).
Bom, precisamos começar com algumas premissas em comum: primeiro que o Denis não manja nada, segundo que o Denis não tem bom senso, depois que eu pelo menos bom senso tenho, e por fim que às vezes precisamos deixar as pessoas errarem por si próprias pra que entendam as coisas. Rs... ok.
Agora falando a mesma língua, visualizem: o Denis voltou do supermercado com um chancliche sem pimenta, coberto de zattar, com a idéia de fazermos um patê. Então pegamos um potinho de iogurte, 1 cebola picada, 1 tomate picado, cúrcuma, um pouquinho de alho picadinho, um pouco de azeite e um pouco de sal e juntamos com o chancliche.
"Vamos colocar no liquidificador.", o Denis teve a brilhante idéia. "Não, vai ficar liquido." - respondi. Porém, sabe como é... depois dizem que a gente é autoritária e tudo mais, ou seja, o negócio foi pro liquidificador. Consequência: virou um caldo.
Aí... eu já tinha dado por perdido o negócio. E a inteligência do meu namorado tb. Porém... eis que do fundo do poço surge a salvação pro chancliche num espasmo de inteligência do meu namorado. Lembrando aqueles saquinhos de pano de cozinha que ficavam pendurados na torneira da pia da casa da vó dele (deve ser a famosa coalhada seca, né? rs...), eis que surge a brilhante idéia de colocar aquela sopa no saquinho e deixar ir caindo o líquido. Demora... demora mesmo, e tem que ir dando uma apertadinha de vez em quando pra acelerar o processo, porém.... deu certo. Quem diria? Ficou um patezinho supimpa, com uma textura e consistência ótimas.
Ou seja, se vc estiver disposto a perder um pano de cozinha, é uma ótima receita.
Hehehehe... se não... procurem receita de patê de chancliche em outro blog.
Nãããããão! Brincadeira... hehehe.

domingo, 5 de abril de 2009

[Pão Sírio] (Não) Como visto na TV

Se tem uma coisa que eu realmente gosto de ser feito na hora é pão. Nada melhor do que pão saindo quentinho do forno. E um dos pães mais difíceis de encontrar saindo do forno pra compar é pão sírio (ou pita bread, pros mais enfrescalhados).

Na verdade, desde que ví como era o verdadeiro pão sírio num documentário sobre o Irã, eu tenho sonhado com um pãozinho sírio direto do forno pra minha boca. O que mais me D
deslumbrou foi o fato de o pão lá ser na verdade estufado, e não achatado como costumamos ver por aqui. Acho que isso ocorre principalmente pelas altas temperaturas dos fornos de tijolo (similar aos de pizza) que eles usam.

Bom, mesmo sabendo que não conseguiria reproduzir aquele pãozinho maravilhoso, resolvi tentar fazer o meu melhor. Vasculhei a internet por várias receitas e, como de costume, implementei pout-pourri das melhores coisas que encontrei adpatadas aos ingredientes que tinha. Falando em ingrediente, nada mais singelo que essa receita.

Primeiro, aqueça uma xícara de água. Não precisa fever, morna está mais que bom para misturar um saquinho de fermento biológico seco (10g) com uma colher de açúcar. Na verdade, os sites gringos usavam todos o tal do quick rising yeast, que acredito não termos por aqui. Todavia, acredito que qualquer tipo de fermento biológico deve servir. Pelo pouco que procurei a respeito, a grande diferença é o tempo de descanso da massa. Enquanto o tal do quick rising faz com que a massa cresça em mera 1 hora, os fermentos normais podem levar até 3 horas.

Deixe a mistura de fermento e água descansar por 10 a 15 minutos até que adquira um tamanho apropriado (essa é uma daquelas medidas de receitas subjetivas, como sal à gosto etc). Numa tijela junte três xícaras de farinha de trigo com uma(s) pitada(s) de sal. Deixe o centro da tijela "limpo", isto é, faça um buraco na farinha. Despeje o fermento nesse vazio e mexa bem. Acrescente água morna aos poucos (uma xícara no máximo) até que obter uma massa grudenta e sólida. Espalhe farinha numa superfície e vá sovando a massa, adicionando farinha quando necessário por mais 10 a 15 minutos. O objetivo é obter uma massa consistente, que não grude na mão e possua certa elasticidade, ou seja, quando esticada ela retorna a diminuir o tamanho.

Quando a massa estiver no ponto, acrescente uma colher de óleo vegetal (de soja, pode ser) numa terceira tijela (sim, faz bagunça, mas é o preço que se paga) e "lambuza" a massa de óleo de todos os lados, quase que "limpando" a tijela com a massa.

Deixe a massa descansar pelo tempo necessário para que dobre de tamanho. Na  verdade, no meu caso passadas 3 horas a minha massa ainda não tinha crescido quase nada. Não sei bem o que deu errado, nem se isso interferiu tanto no resultado final.

Feito isso, é hora de "abrir" a massa. Como não tínhamos rolo de abrir massa aqui, o jeito foi recorrer para uma garrafa. Eu gosto dos pãe sírios bem finos, e fazê-los ficar dessa forma não é nada fácil, ainda mais sem o aparato específico. Não ficou aquela maravilha, mas acho que deu pra conseguir um resultado satisfatório nesse ponto.

Algo que deve fazer a maior diferença é a temperatura do forno. Em princípio, deve ser a maior possível. Como não tenho nada mais apropriado, fiz no forno, na temperatura mais alta. Dexei o forno pré-aquecer por 30 minutos pra garantir uma boa temperatura e taquei os pãezinhos numa assadeira na parte mais baixa do forno apenas.

Agora uma coisa importante: não se esqueça dos pãezinhos no forno. Dependendo da temperatura, eles podem ficar prontos bem rápidos. Eu achei que ia levar mais tempo e fui fazer outras coisa e o resultado foi uma cozinha típica de cena de incêndio de filme. A gente teve que entrar engatinhando pra alcançar o forno sem nos intoxicarmos com toda a fumaça que havia. E foi fuligem pra tudo quanto é lado.

Passada a besteira inicial, fiquei mais atento aos pãezinhos que se seguiram. Dei um toque especial salpicando gergelim sobre as massas. Deixei cada leva assar por uns 10 minutos, virando na metade pra assar por igual.

Uma coisa que percebi é que é importante deixar a espessura dos pães a mais homogênea possível. O que aconteceu foi que o centro, mais fino, ficou crocante enquanto as bordas, mais grossas ficaram um pouco cruas e tiveram que ser levadas ao forno novamente. No final, fiquei com preguiça de abrir tantas massas e cortei em tiras finas mesmo. Ficou bom.

Pra continuar na região, fizemos um patêzinho de chancliche que eu vou deixar pra Karina comentar e nos deleitamos. Tá bom, não ficou essa maravilha toda, mas ficou bem gostozinho, crocante, quentinho e fresco. Quem sabe na próxima a gente acerta direitinho...


sábado, 4 de abril de 2009

[Estrogonofe de camarão] com arroz thai

Hoje fizemos um estragonofe de camarão com arroz Thai Jasmim, um arroz aromático de origem tailandesa que tem um aromazinho que combina muito com frutos do mar.
Bom, o estrogonofe foi o seguinte: dourar 1 cebola picadinha na manteiga, adicionar 1/4 de xícara de chá de extrato de tomate, deixar cozinhas por 4 minutos, adicionar uma colher de sopa de mostarda, uma colher de sopa de molho inglês, 6 colheres de sopa de catchup (pq eu adoro estrogonfe com muito catchup, mas se vc é normal pode colocar umas 3, 4 colheres), e 500g de camarão (previamente temperado com alho, sal e limão). Deixar cozinhar por 3 minutos. Então dissolver 1 colher de sopa de maisena em aproximadamente 200ml de creme de leite (sem soro) e adicionar. Deixar cozinhar até engrossar, sem deixar ferver, senão o creme de leite talha. O normal é adicionar cogumelos, mas como o namorado não gosta....
O arroz foi feito pelo procedimento normal, com bastante alho e sem cebola.
Fizemos tb. para acompanhar uma batatinhas fritas.
Ótimo.

[Torta de bolacha maisena] Mousse de chocolate

Pro aniversário do namorado fizemos uma torta nhamnham de mousse de chocolate. Foi aquela torta com a massa mais simples possível, porém bem gostosa.
Batemos no liquidificador 200g de bolacha maisena, depois colocamos numa vasilha e adicionamos 100g de manteiga sem sal e amassamos bem. Foi pro forno por cerca de 15 minutos, e a base pra torta está pronta. Ah, lembrando que a forma deve ser daquelas "desencaixáveis", senão a massa fica presa lá dentro.
Para o recheio escolhi um mousse de chocolate com umas notas de café e amêndoas. Bati 100g de chantili e adicionei a 400g de chocolate meio amargo derretido em banho-maria com 200g de creme de leite, com duas colheres de sopa de café preto bem forte e 3 colheres de sopa de essência de amêndoas. Como minha forma era baixa, ainda sobrou mousse depois que eu fiz a torta.
Na sequência, a foto: